Marshall
Rogers

Marshall Rogers nasceu em 21 de janeiro de 1950, no
estado norte-americano de Nova Jersey. Antes de se tornar desenhista
de histórias em quadrinhos, trabalhou como ilustrador para
diversas revistas. Arquiteto de formação, Rogers é
reconhecido, entre outras coisas, pela acuidade na composição
de cenários detalhados.
O
primeiro trabalho foi para a revista Deadly Hands of Kung Fu,
publicação em preto-e-branco escrita por Chris Claremont.
A história apresentava o Punho de Ferro lutando ao lado de
Collen Wing e Misty Knight, as Filhas do Dragão. A dupla feminina
ganhou em 2005 uma nova minissérie, escrita por Justin Grey
e Jimmy Palmiotti e desenhada por Khari Evans. O retorno veio acompanhado
do lançamento, nos EUA, de um encadernado com a história
original de Claremont e Rogers.
Em seguida foi para a DC, onde faria fama principalmente
como desenhista do Batman. Sua primeira passagem pelo título
Detective Comics começou em 1976. Na época, a imagem
que o Homem-Morcego projetava tinha muita influência do seriado
televisivo estrelado por Adam West e o trabalho de Rogers ao lado
do roterista Steve Englehart revigorou o lado sombrio do personagem.
As histórias criadas pela dupla valorizavam
o aspecto cerebral do herói com um ar mais sombrio. Nos desenhos,
Rogers adotava um estilo realista, com proporções não
muito exageradas, como é de costume nos super-heróis.
Nos
anos 80, foi para a editora Eclipse, onde começou
a publicar trabalhos autorais como Coyote (outra parceria
com Steve Englehart), Scorpio, Detectives Inc. e
Capt. Quick and the Foozle. Em 2005, um encadernado com as
primeiras histórias do Coyote foi lançado pela
editora Image.
Na
segunda metade da década de 1980, Rogers fez diversos trabalhos
para a Marvel, incluindo os títulos Doctor Strange
(Dr. Estranho), G..I. Joe (Comandos em Ação),
Howard the Duck e principalmente Silver Surfer (Surfista
Prateado). Rogers esteve na nova revista do Surfista, mais uma vez
ao lado de Englehart, da edição número 1 até
a 10, e depois voltou para mais duas edições, a 12 e
a 21, quando Jim Starlin já havia assumido o título.
Em 1989, Rogers tornou-se o primeiro desenhista oficial
da tira de jornal do Batman que estava sendo relançada após
vários anos. Ele permaneceu por quase dois anos e foi substituído
pelo veterano Carmine Infantino.
No
início dos anos 90, Rogers se afastou dos quadrinhos e passou
a trabalhar com design de videogames. Somente no final da década
ele retornou à DC, a princípio com dois Elseworlds,
O Etigma do Batman e Lanterna Verde: O poder do mal.
Em seguida, veio uma minissérie Batman: Strange Apparitions.
Para
a Marvel, Rogers colaborou com a retomada da linha “O que
aconteceria se...” com uma história do Quarteto
Fantástico. Na trama, ao invés de um grupo de astronautas
norte-americanos, vemos quatro cosmonautas russos que se transformam
no primeiro grupo de super-heróis do mundo e mudam completamente
os rumos da Guerra Fria.
Em
2005, mais uma vez Rogers fez dupla com Steve Englehart na minissérie
em seis edições Batman: Dark Detective. A dupla
tinha outro trabalho a caminho quando, no dia 25 de março deste
ano, Rogers faleceu de um ataque cardíaco.
Seu
trabalho é referência para toda uma geração
de leitores e até mesmo antes de sua morte já era motivo
de vários pedidos de republicação. Especialmente
para os fãs do Homem-Morcego, Rogers é parte indispensável
de uma lista de criadores em que figuram nomes como Neal Adams, Jim
Aparo, Frank Miller, Carmine Infantino, Dick Sprang, Norman Breyfogle
e tantos outros mestres do traço.