Gabriele
de Souza tem 19 anos e seu gosto por desenho surgiu na infância,
mas só aos 15 anos começou a se dedicar realmente a estudá-los.
“Não gosto muito de desenhos convencionais. Algumas pessoas
se chocam com os meus desenhos e eu acho isso legal, na verdade eu realmente
gosto disso.”
Gabriele
não tem um estilo definido e é influenciada por diversas
vertentes de ilustração com que teve contato através
de várias mídias, quadrinhos, desenhos animados, filmes
e animes. Em geral, seus desenhos têm temas mórbidos, políticos
e provocativos contrastando um pouco com os traços leves e econômicos
que usa. Apesar de não ser muito escuro, não deixa de
ser chocante. Há uma atração por figuras fortes:
“Gosto de desenhos de terror, coisas do gênero. As pessoas
ficam meio encabuladas com isso, elas questionam muito. E gosto muito
de desenhar índios. Também faço alguns desenhos
políticos.” Sobre o siginificado dos seus desenhos ela
diz quem nem ela conhece completamente. A interpretação
deles cabe a cada um.
Entre
as influências que a jovem artista aponta, estão veteranos
do quadrinho nacional como Júlio Shimamoto e Mozart Couto, ao
lado do falecido colorista Hermes Tadeu. Também gosta muito de
Frank Miller e outros artistas internacionais, mas prefere não
seguir à risca seus estilos. Fora dos quadrinhos, gosta muito
do trabalho do artista gráfico M. C. Escher, conhecido por explorar
ilusões de ótica para criar imagens ambíguas. “O
cara era muito criativo...umas idéias muito loucas, gosto disso
coisas diferentes, nada de coisas muito convencionais.”