
Por
Adriano de Avance Moreno(*)
PLANETA DOS MACACOS GANHA EDIÇÃO
DE COLECIONADOR
A série Planeta dos Macacos está ganhando
um megabox de DVD nos Estados Unidos. A Fox Home Entertainment lançará
no mês de abril uma caixa contendo nada menos do que 14 DVDs,
englobando praticamente tudo o que foi lançado da franquia
até agora. A caixa inclui os 5 filmes originais (Planeta dos
Macacos - 1968, De Volta ao Planeta dos Macacos - 1970, Fuga do Planeta
dos Macacos - 1971, A Conquista do Planeta dos Macacos - 1972, e Batalha
no Planeta dos Macacos - 1973), mais as duas séries de TV (Planeta
dos Macacos – 1974; e Retorno ao Planeta dos Macacos –
1975, sendo esta última em animação, considerada
insuperável até hoje), além do “remake”
de Tim Burton, Planeta dos Macacos, de 2001. Todos os DVDs trarão
as produções no formato widescreen anamórfico,
além de som totalmente remasterizado em Dolby Digital 5.1.
Fora isso, a caixa ainda trará discos especiais
com toneladas de extras sobre todas as produções da
franquia até hoje, como documentários, galerias de fotos,
traillers, entrevistas, storyboards e muito mais. O preço do
box, no mercado americano, será de US$ 180,00. Até o
momento, a Fox não anunciou se tem planos de lançar
este pacote no mercado nacional.
MORRE O DUBLADOR NEWTON DA MATTA
O mundo da dublagem brasileira sofreu mais uma perda
lamentável neste último mês. Faleceu no último
dia 6, na cidade de Bragança Paulista, interior de SP, o ator
e dublador veterano Newton da Matta. Ele estava internado há
algumas semanas devido a uma parada cardíaca que o deixou em
coma. A causa da morte foi divulgada como infecção hospitalar.
Seu corpo foi velado e enterrado no cemitério São João
Batista, no Rio de Janeiro, onde iniciou-se na dublagem ainda na década
de 1960, nos estúdios da Herbert Richers.
Newton começou cedo sua carreira artística
quando, aos 11 anos, já participava em rádio-teatro
nas emissoras cariocas. Depois, atuou como escritor de novelas e diretor
de elenco. Foi também autor e ator de telepeças na antiga
TV Tupi, TV Rio e TV Globo..E daí, partiu para a dublagem,
sendo um dos precursores dos dubladores cariocas, que o tinham até
hoje como um ícone e um exemplo a ser seguido.
Seu trabalho mais marcante foi, sem dúvida,
ser a “voz oficial” do ator Bruce Willis, o que já
fazia há quase 20 anos, desde que o dublou o ator americano
na série de TV “A Gata e o Rato”, na segunda metade
dos anos 1980. Outros papéis marcantes de Newton foram as dublagens
de Marc Singer em V - A Batalha Final, Richard Chamberlain em Dr.
Kildare e Pássaros Feridos e o personagem Zeca em Primo Cruzado.
Nos filmes, além de continuar dublando Bruce Willis, ele também
fez a voz de Dustin Hoffman, Paul Newman, Louis Jordan, Mickey Rourke,
James Farentino, Peter O'toole entre outros.
Já para os fãs de super-heróis
em animações, seu trabalho mais famoso foi a dublagem
do personagem Lion-O, chefe dos Thundercats, série da qual
também foi diretor de dublagem. Mas Da Matta também
fez a dublagem do Batman em praticamente todas as versões do
desenho dos “Superamigos” lançados no país
(alguns deles já disponíveis em DVD). Ele também
dublou o personagem Bruce Banner, em um desenho animado do “Incrível
Hulk”, produzido pela Marvel Animation por volta do início
dos anos 1980, desenhos este que, lamentavelmente, foi redublado recentemente,
para tristeza daqueles que gostavam da dublagem “original”
em português.
Sua voz marcante e seu talento artístico, sem dúvida
alguma, deixarão saudades em muitos fãs, e privando
a dublagem brasileira de um de seus maiores talentos. Seu último
trabalho foi justamente dublar Bruce Willis novamente, no filme “Sin
City”, lançado recentemente.
Newton da Matta estava morando e trabalhando em São
Paulo, onde ministrava um curso de dublagem para crianças,
adolescentes e adultos, e ainda dirigia dublagens, viajando ao Rio
de Janeiro sempre que requisitado.
SPAWN E BATMAN TERÃO NOVO ENCONTRO
Dois dos mais populares personagens dos quadrinhos
americanos irão se encontrar novamente em breve. Os personagens
em questão são o Cavaleiro das Trevas, Batman, e o Soldado
do Inferno, Spawn. O anúncio foi feito por Todd McFarlane durante
a última New York Comic Con, realizada há algumas semanas.
A história, que será um one-shot, ainda não foi
desenvolvida, mas ficará a cargo de Todd McFarlane (argumento)
e Gregg Capullo (arte). Dan Didio, chefão da DC Comics, ficará
com a edição da publicação.
Segundo McFarlane, a McFarlane Toys, sua empresa
de brinquedos, ainda irá lançar uma estátua de
ambos os personagens baseada na história do novo encontro.
Até o momento, ainda não há data de lançamento
do cross-over. Anos atrás, no auge de sua popularidade, Spawn
teve um encontro com o Batman, numa história que foi publicada
pela Abril no mercado nacional. A editora cancelou o título
do personagem no final do ano passado, encerrando de vez sua participação
no mercado de quadrinhos de super-heróis.
KOJAK GANHA BOX DE DVD
Um dos mais célebres seriados policiais dos
anos 1970 chega este mês ao mercado de vídeo nacional.
Trata-se de Kojak, série estrelada pelo inesquecível
Telly Savalas, que ficou imortalizado na figura do detetive Theo Kojak,
um implacável policial cuja maior característica era
estar sempre chupando um pirulito. A primeira das 3 temporadas da
série, que teve um total de 118 episódios está
sendo lançado em box set de DVD pela Universal, e deve chegar
às lojas no próximo dia 30.
Um ponto positivo desta caixa é que ela disponibiliza
o áudio em português, um dos maiores pecados capitais
cometidos pela distribuidora no mercado de seriados em vídeo,
que vem sendo muito criticado pelos fãs. Mas fica a dúvida
se a dublagem em português presente nos discos será a
original da época, ou uma redublagem feita pela distribuidora
para tentar apaziguar os ânimos dos fãs exaltados. De
resto, todos os 20 episódios da primeira temporada estão
distribuídos em 6 discos. Um ponto negativo é a ausência
de extras no box, mas se a dublagem em português for a original
da época, pode ser considerado o melhor “extra”
dos discos.
A década de 1970 foi pródiga em seriados
policiais, vários deles com grande sucesso, como foi o caso
desta série. Diferente dos outros policiais, Kojak não
hesita em usar das artimanhas das ruas para solucionar seus casos,
ao invés dos métodos policiais burocráticos conhecidos
na época, muitas vezes ostentando um inigualável cinismo
e sarcasmo. E, em sua luta contra o crime, o detetive do 13° Distrito
Policial de Nova Iorque nunca está sozinho, tendo sempre o
apoio de Stravos (George Savalas, irmão de Telly), Saperstein
(Mark Russel) e Rizzo (Vince Conti). O ator acabou marcado pelo papel,
sendo sempre reconhecido pelos fãs como Kojak, assim como pela
mídia. Essa atuação rendeu um prêmio Emmy
ao ator, cuja popularidade ainda foi tanta que o termo “Kojak”
virou sinônimo de calvície, e inspirou até mesmo
marchinha carnavalesca. O preço do box é de cerca de
R$ 160,00.
MAURÍCIO DE SOUZA GANHA LIVRO SOBRE
SUA CARREIRA
O quadrinista brasileiro mais bem-sucedido de todos
os tempos está enfim, ganhando um belo e merecido livro. Maurício
de Souza, o criador da Turma da Mônica, tem boa parte de sua
vida contada no livro MAURÍCIO: QUADRINHO A QUADRINHO, lançamento
feito pela Editora Globo na Bienal do Livro, realizada este mês
em São Paulo. Com cerca de 112 páginas e capa cartonada,
o livro é fruto de várias entrevistas realizadas pelo
jornalista Sidney Gusman com Mauricio de Sousa, o pai da Turma da
Mônica. A obra narra como surgiu a paixão do autor pelas
histórias em quadrinhos, as primeiras revistas que leu, a decisão
de se tornar autor, as dificuldades, os personagens que marcaram o
criador e mais.
A biografia é dividida em 3 partes, contando
desde o início de quando Maurício teve despertada sua
paixão pelos quadrinhos, seu esforço para desenvolver-se
no ramo e, por fim, os artistas e personagens que marcaram sua obra.
É, sem dúvida alguma, um relato muito completo e interessante
sobre Maurício de Souza, que conseguiu transformar seus personagens
em um símbolo dos quadrinhos brasileiros.Uma obra à
altura de seu feito. Sidney Gusman, que também é editor
da versão nacional da revista Wizard, e editor do site especializado
Universo HQ (www.universohq.com.br), diz que a produção
deste livro foi uma grande e enriquecedora experiência. Segundo
o jornalista, “O Mauricio tem uma história fantástica
com os quadrinhos e muita gente vai se surpreender com coisas que
ele conta no livro", declara. De fato, não é pouco
se levarmos em conta que, em volume de material publicado, Maurício
tem nada menos do que 8 publicações regulares nas bancas,
fora os almanaques e edições especiais que saem com
a Turma da Mônica e seus demais personagens.
PIXEL: NOVO NOME NO MERCADO DE QUADRINHOS
O mercado nacional de quadrinhos acaba de ganhar
mais uma editora. Trata-se da Pixel Media, produto resultante da parceria
das editoras Ediouro e Futuro Comunicação para publicação
de quadrinhos no mercado nacional. A Ediouro, com mais de 60 anos
de atuação no mercado editorial, atuava apenas com livros
e as famosas revistas de passatempo Coquetel, tendo adentrado no mercado
de quadrinhos somente no ano passado, com uma revista mensal sobre
Star Wars, onde vem publicando diversas histórias da franquia
de George Lucas. Já a Futuro foi formada no ano passado, conseqüência
da cisão dos sócios da Conrad Editora, André
Forastieri e Rogério de Campos. Forastieri assumiu o novo grupo
que, tendo como principais títulos as revistas PC Magazine,
Nintendo World, EGM Brasil, além do site informativo Herói,
entre outros, a Futuro agora une-se à editora carioca para
oferecerem juntos uma nova opção para os leitores de
quadrinhos nacionais.
Com esta parceria, a Pixel pretende criar um espaço
de destaque para os quadrinhos nas principais livrarias do país,
tal como acontece nos Estados Unidos, Japão, Coréia,
França e Itália. Primando pela qualidade editorial,
a Pixel declara que realizará grandes investimentos para trazer
títulos de grandes artistas e importantes autores, objetivando
oferecer quadrinhos com excelente acabamento, belas capas, papel de
qualidade e, principalmente, a um preço justo. O público
alvo a ser atingido é formado por jovens de 18 a 30 anos, sofisticados,
informados e que vêem os quadrinhos como uma forma de arte assim
como cinema, música ou literatura. Os álbuns terão,
em sua maioria, entre 100 e 200 páginas, formatos grandes e
valores entre R$ 20 e R$ 35, e serão distribuídos em
livrarias e bancas selecionadas. Para tanto, a nova editora promete
investir em ações de marketing, promoção
e distribuição, buscando o desenvolvimento de comunidades
de leitores e novos canais de comunicação com livreiros
e varejistas que queiram transformar a venda de quadrinhos num grande
negócio. Para isso serão realizados eventos especializados,
sessões de autógrafos, criação de pontos
de venda vocacionados e atividades na internet, como chats com autores
e a participação de leitores.
E a Pixel começa mostrando títulos
de qualidade indiscutível. O primeiro trabalho é a publicação
de “A Balada do Mar Salgado”, de Hugo Pratt, considerado
o maior best-seller da história dos quadrinhos italianos e
respeitado como arte em todo o mundo. A publicação da
saga do misterioso e aventureiro Corto Maltese é o primeiro
grande investimento da empresa que dá uma boa amostra da qualidade
editorial que pretende impor a seus lançamentos. Outro título
de respeito é “Gullivera”, de ninguém menos
do que o mestre Milo Manara, considerado um dos maiores artistas dos
quadrinhos eróticos de todos os tempos. Ousada paródia
da história de Gulliver, a história une sensualidade,
lirismo e humor, características sempre presentes na obra de
Manara. E, para quem acha que só os quadrinhos europeus estão
na parada, dos EUA vem “O Ladrão da Eternidade”,
de Clive Barker, um dos grandes nomes do terror e suspense do país
e aqui comparece com uma história diferente, mostrando toda
sua versatilidade. Com adaptação para as HQs de Kris
Oprisko e desenhos de Gabriel Hernandez, O Ladrão da Eternidade
é uma obra surpreendente.
Mas a Pixel não vai se restringir apenas aos
melhores quadrinhos estrangeiros. Na tentativa de difundir e enaltecer
cada vez mais a arte dos quadrinistas brasileiros, a editora vai publicar
o melhor quadrinho brasileiro para o público adulto. A estréia
não poderia ser melhor, com um dos maiores autores do quadrinho
nacional, o grande Flávio Colin. O Curupira, trabalho inédito
do artista, considerado um dos maiores autores nacionais de todos
os tempos. Neste álbum, Colin se utiliza da lenda do Curupira
para mostrar diversas facetas dos problemas ambientais que o Brasil
enfrenta. Um álbum de grande qualidade para todas as idades,
que pode inspirar a responsabilidade sócio-ambiental.
Para quem andava reclamando da pouca oferta de títulos
“alternativos” no mercado, a Pixel veio para abalar as
estruturas da concorrência, e pelo que se viu até agora,
promete vir com chumbo bem grosso na parada. Bom para os leitores,
que terão mais uma opção interessante para leitura.
Podem começar a preparar os bolsos, pois eles vão sofrer
bastante...
