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LUTO NA MARVEL

Capitão América é assassinado a tiros na edição 25 de sua revista nos EUA

Adriano de Avance Moreno


O universo dos quadrinhos está de luto novamente. Um dos mais carismáticos e ferrenhos defensores da justiça de todos os tempos acaba de engrossar a lista de obituários dos personagens de quadrinhos. A vítima do momento é ninguém menos do que o Capitão América, um dos ícones da Marvel Comics e uma das lendas vivas dos comics americanos. O herói, recém-saído do megaevento Civil War (Guerra Civil, em português), foi alvejado a tiros na saída de uma Corte Federal, na edição 25 de Captain America, que chegou às comic shops americanas este mês.

A notícia pegou muita gente de surpresa. A reação da mídia foi expressiva, com diversos jornais e meios de comunicação dando a notícia da "morte" do maior herói de guerra americano. O fato foi notícia na CNN, na Fox News, ABC News e em grandes jornais, como o Los Angeles Times, New York Daily News e o USA Today. Mereceu até um obituário na Variety e uma nota na Forbes, revista sobre informações financeiras. No Brasil, o assunto também virou notícia nos meios de comunicação nacionais, merecendo matérias em jornais como O Estado de São Paulo e até no Jornal da Globo.

O assassinato do Capitão é um dos "epílogos" do megaevento Civil War, onde o governo americano, para impor limites e controlar os super-heróis, instituiu um conjunto de leis onde obrigou todos os superseres a se registrarem e a ficarem disponíveis ao seu comando. O ato foi baixado depois que um grupo de super-heróis juvenis, os Novos Guerreiros, causou inúmeras mortes em um bairro de Nova Iorque na tentativa frustrada de deter um supervilão.

A lei causou um "racha" na comunidade de heróis, entre aqueles que resolveram cumprir a lei, como o Homem de Ferro, e aqueles que se rebelaram em virtude do ato simplesmente tirar suas liberdades de ação, sem opções de escolha, como o Capitão América, que apesar de sua longa lista de feitos e salvamento de inúmeras vidas, passou a ser taxado de criminoso, como qualquer outro que não cumprisse esta lei.

Depois de muita luta, em que o governo apelou para a baixaria (como conceder indulto a diversos supervilões na condição de que eles "caçassem" os heróis rebelados), e vários danos causados, o Capitão acabou se rendendo. Seu futuro prometia ser a prisão, ou algum outro destino incerto, mas uma seqüência de tiros mudou os planos. A ironia da situação é que o autor dos disparos acabou sendo Sharon Carter, um de seus amores em tempos passados. Sob controle do Dr. Faustus, Sharon deu vários tiros à queima-roupa naquele que foi o seu grande amor, antes de recuperar o controle. A trama toda, porém, promete demorar para ter todos os seus detalhes esclarecidos. Nos bastidores, tudo parece ter sido arquitetado pelo arquiinimigo do Capitão, o Caveira Vermelha.

Houve uma gritaria geral entre os fãs e diversos nomes da indústria de quadrinhos se manifestaram. Joe Simon, um dos criadores do personagem, respondeu indignado que "o momento não poderia ser pior para isso acontecer", pois segundo ele, "nos tempos atuais, precisa-se mais do que nunca de um herói como ele". Para Joe Quesada, todo-poderoso manda-chuva da Marvel Comics, a situação é diferente. Segundo ele, o Capitão América é um herói "que não serve para os dias atuais", uma vez que o mundo em que ele foi criado não existe mais há muito tempo.

O personagem sempre esteve meio deslocado desde que retornou à ativa, na década de 1960, sentindo que o mundo atual não se ajustava à sua situação. Muitos encaram a morte do personagem como uma metáfora da situação atual da América, que já foi muito mais grandiosa no passado, com o resto do mundo questionando cada vez mais as atitudes dos americanos, que nos últimos tempos, passaram a tomar decisões e intervir em diversas partes do mundo sem se importar com as opiniões do resto do planeta.

Criado por Joe Simon e Jack Kirby para a Timely Comics, a primeira edição do personagem foi lançada oficialmente em março de 1941. Criado para ser uma motivação e incentivo dos soldados americanos na Segunda Guerra Mundial, o Capitão América não deixava por menos, já que em sua edição de estréia ele aparecia socando ninguém menos do que o próprio Adolf Hitler na capa da revista. Na época, diversos super-heróis surgiram para motivar os americanos e erguer o moral da nação, engajada na luta contra os nazistas e os países do Eixo. Terminada a guerra, contudo, praticamente todos estes heróis desapareceram quase tão rápido quanto surgiram. O Capitão não foi exceção, e sua revista, cujas vendagens andavam nas nuvens durante os anos da guerra, foram decrescendo até que, em 1950, a revista foi cancelada. Houve um breve ressurgimento no decorrer dos anos 1950, mas foi efêmero, e um novo cancelamento ocorreu.

A situação só mudaria na década de 1960, quando Stan Lee, aliado ao próprio Jack Kirby, trouxe o paladino da liberdade de volta à ativa. Descoberto em um bloco de gelo, onde havia ficado congelado em animação suspensa desde o fim da Segunda Guerra, Steve Rogers foi revivido pelos Vingadores e se tornou um dos pilares do grupo de super-heróis mais poderoso da Marvel, iniciando desde então uma nova era de aventuras, lutando agora contra o crime, fossem organizações criminosas como a Hidra, ou supervilões como Mister Hyde, Batroc, ou simples criminosos.

Um dos membros da "tríade" principal dos Vingadores (ao lado do Homem de Ferro e Thor, o Deus do Trovão), o Capitão América foi quem exerceu por mais tempo a liderança dos Vingadores. Sua coragem e determinação ímpares o faziam um dos mais capazes heróis de todo o mundo dos quadrinhos. Líder nato, treinado em todas as formas de combate corporal e tendo um corpo levado à perfeição do limite humano, o Capitão não era um herói dos mais poderosos, mas sua capacidade o levou sempre a superar seus limites e a vencer obstáculos considerados intransponíveis para outros.

Nos últimos anos, trabalhar com o personagem não estava sendo fácil para a Marvel. O sentimento antiamericano que se espalhou pelo mundo arrastou o personagem para uma vala comum, onde o confundiam simplesmente com um agente a serviço do governo americano, algo que deixou de ser há tempos. Mesmo assim, o próprio visual do herói, que literalmente veste a bandeira americana, para não falar de suas atitudes "certinhas", como não matar, o fizeram perder terreno e popularidade, em especial para heróis mais violentos, como Wolverine.

Entre os profissionais do mundo dos quadrinhos, é consenso geral de que a "morte" do Capitão não deve passar de um golpe de marketing. Imagem "batida" à parte, a verdade é que a editora ainda tem no velho Capitão um grande instrumento de merchandising em diversas mídias, e não seria tola de jogar tudo isso fora simplesmente por que resolveram matar o personagem.

Em 1993, a DC Comics também fez um grande estardalhaço na mídia de quadrinhos, quando "matou" seu maior ícone, o Super-Homem, em um confronto descomunal com um monstrengo chamado Doomsday (Apocalypse, na versão nacional). Alguns meses depois, entretanto, a editora lançava "quatro" novos Super-Homens, para um ano depois revelar que o verdadeiro Super-Homem não havia morrido de fato. Um golpe e tanto de marketing, que fez as revistas do personagem venderem que nem água (Superman 75, edição onde ocorria a "morte" do Homem de Aço, precisou de novas tiragens impressas para atender à demanda). Já está ocorrendo algo parecido: Captain America 25, edição onde o herói é baleado, já teve uma segunda tiragem encomendada para atender às solicitações de compra do público leitor.

E não vai ficar apenas nisso. A edição 26 de Captain America vai mostrar desdobramentos do ocorrido. A editora também já está anunciando a minissérie Fallen Son: Death of Captain America, onde os acontecimentos serão mostrados de diferentes pontos de vista, dos Vingadores, Homem-Aranha, Wolverine e até do próprio Capitão. Além disso, haverá a edição especial Civil War: Confession, que deverá ser centrada em Tony Stark, o Homem de Ferro. Ambos os títulos já estão em grande expectativa na lista dos leitores.

O que vai acontecer daqui para frente, ninguém sabe. Mas o título do personagem deve continuar por mais alguns meses a fim de mostrar os desdobramentos de sua morte. E, levando-se em conta de que Steve Rogers não foi o "único" Capitão América, não se deve estranhar se surgir um substituto. A própria Marvel, em algumas declarações, ajuda a apimentar ainda mais as expectativas, com indícios de que alguma coisa ainda não foi mostrada corretamente.

Enquanto isso, algumas cenas ajudam a confundir opiniões. Um exemplo é a cena em que a máscara do Capitão, jogada na rua, é recolhida por Frank Castle, o Justiceiro. O que isso significaria, afinal? E, em momento algum, pelo menos até agora, foi mostrada a cena de Steve Rogers "morto". Afinal, nos quadrinhos, a morte nem sempre é algo definitivo.

UM MITO, VÁRIOS HOMENS

Embora não se trate de uma dinastia, como acontece com o Fantasma, vários homens já foram, em algum momento, o "Capitão América". Ao todo, sete pessoas já usaram a alcunha do maior defensor da liberdade do Universo Marvel, embora Steve Rogers seja, de longe, o que mais tempo permaneceu com o título e a ele seja dado o mérito de ter transformado o soldado símbolo dos ideais americanos em uma lenda viva da justiça.

Mas, o que poucos sabem, é que Steve Rogers não foi o "primeiro" Capitão América. No princípio da Segunda Guerra Mundial, os americanos já trabalhavam no projeto do Supersoldado, visando a possibilidade de entrarem no conflito mundial. Coube a um negro chamado Isaiah Bradley a honra de ser o primeiro supersoldado criado pelo Governo Americano e o primeiro a usar, ainda que de forma quase anônima, o título de Capitão América. A história deste Capitão foi contada em uma minissérie lançada pela Marvel há alguns anos, que nunca foi lançada no Brasil, embora o personagem, já idoso, tenha aparecido como coadjuvante nas histórias dos Jovens Vingadores, onde seu neto tenta fazer jus à reputação do avô como um grande herói, em que pese o fato de as gerações atuais praticamente desconhecerem sua existência.

Isaiah não foi exatamente empossado como Capitão América: ele furtou o uniforme e escudo que estavam sendo preparados para o Capitão América "definitivo" e os usou para invadir uma instalação nazista. Após, retornou para casa para tentar viver uma vida pacata. Contudo, o fato de ter sido uma cobaia "primária" para o soro mostrou o seu preço: sua mente passou a regredir. Nos dias atuais, embora tenha mais de 80 anos, Isaiah aparenta ter pouco mais de 35 anos, mas sua mente é quase um vazio total, conseqüência de um soro que mostrava que, mesmo com seu desenvolvimento, ainda era imperfeito, e que podia gerar perigosos efeitos colaterais. Assim, sua história como primeiro Capitão América, ficou praticamente esquecida.

Vamos à história que todos conhecem: Ao iniciar a década de 1940, a Segunda Guerra Mundial já era uma realidade. Tomando conhecimento dos planos dos nazistas, o franzino Steve Rogers, um rapaz de 17 anos de Nova Iorque, tentou se alistar para lutar na guerra, sendo rejeitado devido ao seu fraco porte físico. Um alto militar, porém, ouvindo seus anseios para poder lutar contra os nazistas, o acolheu para ser voluntário na Operação Renascimento, cujo objetivo era a criação de um exército de supersoldados. Steve se submeteu a um soro secreto, desenvolvido pelo cientista Abraham Erskine, e após uma dose de poderosos raios chamados Vita, seu corpo assumiu as feições de um ser humano no limite da perfeição física. O sucesso da experiência, contudo, foi breve: um espião infiltrado atirou em Erskine e o segredo da fórmula do Supersoldado morreu com ele. O espião morreu em combate com Steve, em sua primeira luta prática.

Seguindo os planos do governo, Steve Rogers tornou-se o pilar de um novo projeto, a Operação Renascimento, que visava criar um ícone nacional para incentivar a pátria e seus cidadãos na luta pela democracia e liberdade. O ícone foi chamado de Capitão América. De 1941 até o início de 1945, Steve Rogers lutou contra as forças do Eixo, algumas vezes atuando sozinho, a maior parte das vezes em companhia de seu primeiro parceiro, Bucky (um jovem do Campo Lehigh, que descobriu sua verdadeira identidade por acaso), e às vezes participando de verdadeiras operações de força-tarefa, em companhia de outros super-heróis da época, formando o grupo dos Invasores.

No início de 1945, ao tentarem deter uma operação dos nazistas, Steve e Bucky foram capturados pelos alemães numa armadilha e presos a um avião que os levaria para o país inimigo. A operação, coordenada pelo Barão Zemo, fracassou quando o Capitão acordou e conseguiu se libertar e soltou Bucky. Ambos tentaram deter o curso do avião e pularam sobre ele. Steve, contudo, escorregou na asa e despencou no mar, momentos antes do avião explodir, como resultado de outra armadilha preparada por Zemo.

Com seus principais heróis desaparecidos, para não dizer mortos, e temendo sua repercussão negativa, que poderia abalar o moral do país e das tropas que lutavam na Europa, o governo americano providenciou substitutos para os dois heróis. Assim , um herói conhecido como Independente assumiu o posto de Steve Rogers, tornando-se o "novo" Capitão América, fato que a população nunca ficou sabendo. Para todos os efeitos, o Capitão continuava na ativa, assim como Bucky, agora vivido por Fred Davis. A Segunda Guerra, enfim, terminava, o grupo dos Invasores, agora sob novo nome, passou a combater o crime.

Ao enfrentar Adam II, um andróide que queria dominar o mundo, o novo Capitão América (Wiliam Naslund) perdeu a vida em um dos combates, mas a luta contra o mal não podia parar. Um novo "Capitão América" entrou em cena antes mesmo do vilão ser derrotado. Este novo Capitão era Jeff Mace, o herói conhecido como Patriota, e levou adiante o mito do Capitão América, até 1949, quando se aposentou. Pela mesma época, o segundo Bucky também encerrou sua carreira heróica, negando-se a ser o próximo Capitão.

Na década de 1950, surgiria mais um Capitão América. Um jovem professor de história, ao pesquisar livros alemães, descobriu acidentalmente a fórmula do Supersoldado. Grande admirador dos feitos do Capitão e patriota convicto, ele procurou o governo americano e apresentou a eles o projeto de se tornar o novo Capitão América. A contragosto, e com a Guerra da Coréia em curso, o governo americano concordou. O jovem se submeteu a uma operação plástica e outras cirurgias que o deixaram com as feições de Steve Rogers, pois ele queria que todos pensassem que era o Capitão original. O fim da Guerra da Coréia, contudo, frustrou seus planos e o projeto foi cancelado.

Entretanto, o ataque de um agente russo que se fazia passar pelo Caveira Vermelha ao prédio da ONU fez com que o jovem, que passara a utilizar o nome de Steve Rogers, resolvesse entrar em ação. Acompanhado de um jovem que compartilhava de sua idolatria pelo Capitão América, ele usou novamente o Soro do Supersoldado e ambos imediatamente entraram em ação, detendo o falso Caveira e tornando-se grandes combatentes do crime. Com o passar dos meses, a dupla de heróis passou a cometer atos violentos sem sentido. O governo descobriu que sem o uso dos Raios Vita, o Soro do Supersoldado no corpo humano desencadeava efeitos colaterais, afetando principalmente a mente do usuário, que começava a perder a noção da realidade.

A dupla de heróis foi presa pelo governo e colocada em animação criogênica, para segurança da população e na esperança de desenvolverem futuramente uma cura para a condição em que se encontravam. Assim, chegou ao fim a carreira de mais um "Capitão". Apesar de mais aperfeiçoado, o soro ainda era potencialmente perigoso pelos efeitos que causava na mente das pessoas, daí a necessidade que tiveram de criar os Raios Vita, utilizados no experimento que deu certo com Steve Rogers.

Nos anos 1960, contudo, a criação do Universo Marvel, por Stan Lee, Jack Kirby e outros, deu novo impulso ao mercado de quadrinhos. Não demoraria para que o Capitão América retornasse à ativa, o que aconteceu na edição 4 da revista The Avengers (Os Vingadores). Na história, os Vingadores, enfrentando um Namor que agora se coloca contra a humanidade, descobre o corpo do Capitão América preso em um bloco de gelo. E, ao descongelar o corpo, o intrépido defensor da justiça da Segunda Guerra reviveu: era a volta de Steve Rogers à ativa. O congelamento retardou seu envelhecimento, de modo que ele estava no auge de suas capacidades. Entrando para os Vingadores, iniciava-se uma nova era para o velho Capitão.

No que dependesse de Steve Rogers, nunca haveria outro para ocupar seu lugar. Mas a história jogou contra. No início dos anos 1970, ao derrotar os planos da organização criminosa Império Secreto, o Capitão levou um choque ao descobrir que o líder dos bandidos era um renomado político e perdeu sua fé no país que julgava defender. Steve resolveu então abandonar a vida de herói. Convencido pelo Gavião Arqueiro a voltar à ativa, Rogers criou uma nova identidade, assumindo o nome de Nômade, passando a combater o crime. Nesse meio tempo, um jovem chamado Roscoe teve treinamento com o Falcão e assumiu a identidade do Capitão América.

O novo Capitão, contudo, teve vida curta: Roscoe foi assassinado pelo Caveira Vermelha, o que motivou o retorno de Rogers à identidade do paladino da liberdade, e iniciou-se o mais longo período em que um único homem usou o uniforme do defensor da América. No final da década de 1980, porém, novamente a identidade do Capitão trocou de mãos.

O Governo Americano deu a Rogers um ultimato: ou ele tornava-se um agente efetivo do governo, atuando apenas nas missões por eles designadas, ou ele deveria devolver o escudo e o uniforme. No entender do governo, o Capitão América era um símbolo nacional criado na Segunda Guerra e, por conseguinte, propriedade do Poder Executivo. Resumindo, ele deveria voltar a ser um agente governamental, como tinha sido na época da guerra, quando combatia os nazistas. Ciente de que, se aceitasse, seria transformado em fantoche do governo, por não ter a liberdade de atuar como fosse melhor, Rogers não pensou duas vezes: devolveu o uniforme e o escudo, alegando que o conceito do Capitão América há muito havia transcendido o simples significado de símbolo nacional a que os burocratas do governo se referiam.

Um novo homem, chamado John Walker, que considerava o Capitão um símbolo ultrapassado e fora de sintonia com os novos tempos, acabou escolhido para ser o Capitão América. Curiosamente, Walker queria ser um novo símbolo nacional, tendo passado a atuar como Superpatriota meses antes disso acontecer. Sua postura na identidade do Capitão, entretanto, foi traumática. Vítima de um plano do Caveira Vermelha, Walker teve seus pais assassinados, o que o fez perder o controle, precisando ser detido pelo próprio Steve Rogers, que havia assumido uma nova identidade, O Capitão, usando um traje vermelho, branco, e preto.

Tentando se redimir, o Governo Americano reconheceu que Steve Rogers foi quem deu ao Capitão América todo o status e fama que o herói ostentava, mostrando que o homem por trás da máscara era quem fazia a diferença. Devolveram a Rogers o uniforme e o escudo do Capitão América, que ele empunhou ininterruptamente desde então. Até agora...

Com a morte de Steve Rogers, haverá um novo Capitão América? Tudo indica que sim, mas não há nada definido ainda. Uma dúvida que fica na cabeça é o sentido que pode ter um dos últimos quadros da edição 7 da minissérie Civil War: depois de ser levado preso, a máscara do Capitão é encontrada na rua pelo Justiceiro. Poucos dias depois da notícia da morte do Capitão foi divulgada uma imagem de Frank Castle usando um novo uniforme de Justiceiro que lembra muito o do Sentinela da Liberdade. Uma pista do que pode vir por aí, ou apenas um acontecimento à toa? O futuro dará a resposta.

   


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