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Quarto Mundo

Nos últimos anos, os sites e eventos de quadrinhos testemunharam uma verdadeira explosão na publicação de fanzines e revistas independentes que ganharam reconhecimento nacional. Autores e editores destes materiais têm dado um novo sentido a cada novo evento desses, tornando o lançamento de um novo título uma atração à parte, quando não a principal.

Olhando para essa produção, é possível perceber o clima de excitação e criatividade que tomou conta destes artistas, que de evento em evento acabaram se tornando amigos e colegas. Não seria exagero se alguém dissesse que daí está surgindo um “movimento” do quadrinho nacional. Mas não um movimento que vai criar um cara homogênea para o tal quadrinho nacional, mas que vai explorar justamente esse caldo cultural diversificado que vem se formando.

Depois de trocar as experiências de criar e editar seu próprio material e de passar as revistas para a leitura entre si, um grupo de pessoas decidiu se reunir para fazer estas outras revistas chegarem a quem já lia apenas uma delas. Uma forma de aproveitar o pequeno espaço que cada um deles conseguiu para si para abrir os horizontes de que lê e de quem produz quadrinhos.

É com essa proposta de ser uma nova forma de se organizar que surge o Quarto Mundo. Formado por um grupo atuante de quadrinhistas, o Quarto Mundo se propõe a ajudar a vender, divulgar e trocar experiências procurando soluções para os problemas e dificuldades de se produzir e comercializar revistas independentes no Brasil.

O Quarto Mundo não é uma editora, não tem sede, proprietários, nem tampouco se limita ao grupo atual. Ele é uma marca, um manifesto, quase a busca de criar um termo novo, com um todo de sentido para todos os artistas que estão por aí bancando suas publicações e vendendo no corpo-a-corpo.

Esse grupo não tem a pretensão de formar uma linha editorial única, homogênea e padronizada. As revistas não precisam fazer nenhuma adaptação em seu conteúdo para fazer parte do Quarto Mundo. Cada autor continuará contando suas histórias normalmente, da maneira que desejar, mantendo a mesma diversidade que encontramos hoje.

O Quarto Mundo é nacional e independente, mas, antes de mais nada, é um grupo de pessoas que publicam histórias em quadrinhos de qualidade. Por isso, não se surpreenda se você vir o selo estampado nas capas das publicações independentes de todo país.

Essa idéia foi se formando aos poucos dentro de uma lista de discussão de quadrinhistas e logo surgiu um conceito de que os artistas seriam pequenas abelhas e o Quarto Mundo sua colméia. Você muitas vezes pode não exergar uma pequena abelha zunindo aqui ou ali, mas uma grande colméia que se estende por todo país é algo difícil de passar despercebido.

A principal proposta desses quadrinhistas guerrilheiros é se tornar algo maior, criar um mercado sólido, independente e funcional onde todos os artistas consigam trabalhar, produzir, se divertir e vender e divulgar seus materiais.

Agora, depois de um bom tempo de planejamento eles estão lançando selo com muito estilo. Após algumas pequenas notas na internet e uma aparição bem bacana no Metrópolis da TV Cultura, em uma reportagem sobre o evento HQ na Belas Artes, eles fazem sua estréia física em um estande na FIQ-BH 2007 e virtual no blog do Quarto Mundo.

No blog, os leitores e quadrinhistas verão as novas publicações dos autores que participam do grupo, encontrarão dicas de como publicar suas revistas, acompanharão o processo de produção das revistas além de, é claro, poderem ler algumas histórias em quadrinhos. Em Belo Horizonte, o grupo estará com um estande vendendo e divulgando revistas independentes.

Aliás, nós acreditamos tanto a idéia do Quarto mundo que o Blog tem o nosso apoio sua hospedagem é mantida, atualmente, pelo Pop Balões.

Por isso não fique de fora, descubra o Quarto Mundo e conheça um novo jeito de se fazer quadrinhos.  

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