Space Ghost

Space
Ghost é uma das mais famosas criações
de Alex Toth entre os seus trabalhos
em animação para Hanna-Barbera. Toth foi contratado
pelo estúdio para fazer o design do personagem, mas logo
assumiu o comando e se tornou a mente criativa que moldaria o
herói não só visualmente, mas também
no tipo de aventura e no tom que a série deveria ter.
O
programa estreou em 10 de setembro de 1966 pelo canal CBS, dividindo
o horário com outra animação chamada Dino
Boy. Contudo, o sucesso foi tanto que logo o outro programa foi
tirado do ar para que Space Ghost tivesse mais espaço.
O
personagem era um policial inter-estelar, que tinha como base
o Planeta Fantasma (Ghost Planet). Para
se defender dos ataques dos criminosos estelares ele possuía
um cinto de invisibilidade, quem, além de, obviamente,
torna-lo invisível, gerava um campo de força que
o protegia de ataques. Com seus braceletes de poder ele conseguia
congelar, dar choques, paralisar ou atingir com rajadas de força
seus inimigos, o que ajudava o personagem a ser praticamente imbatível.
Para ir onde era necessário, Space Ghost poderia voar,
se teletransportar, ou, mais freqüentemente, usar o seu Cruzador
Fantasma (The Phantom Cruiser).
Como
todo bom herói da época, ele tinha sua cota de parceiros
mirins e um fiel animal. Tudo bem que os gêmeos Jan
e Jayce viviam se metendo em encrencas junto
com o macaco Blib, mas eles eram os incansáveis
companheiros de Space em suas mais diversas aventuras pelos confins
da galáxia.
Uma
das idéias de Toth, vinda das suas experiências com
revistas em quadrinhos, era de fazer os famosos croosovers entre
personagens. Assim, Space Ghost lutou lado a lado com outras grandes
criações de Toth e da Hanna-Barbera: Os
Herculóides, Shazzan e O
Poderoso Mightor. Para completar as aventuras do herói
e justificar sua eterna luta contra o mal, ele possuía
sua galeria de vilões, como Zorak (um
inseto alienígena), Brak (um gato alienígena),
Metallus (um robô) e a Mulher-Aranha.
A
primeira versão do desenho teve 21 episódios que
duraram por mais de duas temporadas e uma interminável
seqüência de reprises. Depois, em 1981 foram feitos
mais 22 episódios que, juntos com a série original,
compunham o programa Space Stars.
Com
o sucesso da TV, Space Ghost fez algumas aparições
em revistas em quadrinhos. Em 1967 teve uma revista com seu nome
desenhada por Dan Spiegle e esteve em algumas
edições da revista Gold Key's Hanna-Barbera
Super TV Heroes (1968-69). Em 1987 ele teve mais uma edição
especial publicada pela Comico e feita por Mark
Evanier e o excelente desenhista Steve Rude (autor
da série Nexus). Depois disso ele fez apenas pequenas
aparições promocionais, até recentemente
um trabalho do desenhista Alex Ross chamar a
atenção da indústria dos quadrinhos. Ross
fez uma impressionante pintura desse herói da sua juventude,
retratando-o com um visual mais sombrio e tirando completamente
o ar cômico e quase patético que o herói tinha
adquirido ao longo dos anos. Isso levou a DC a publicar uma minissérie
do personagem e chamar Alex Ross para desenhar as capas.
O
canal de TV por assinatura Cartoon Network também
redescobriu Space Ghost e outros personagens contemporâneos.
Contudo a idéia do canal era assumir o lado humorístico
e destacar o ridículo no personagem, o que levou a criação
do programa Space Ghost Costa a Costa, onde o herói
apresenta um Talk Show e entrevista várias celebridades
(entrevistou, inclusive, o jogador de futebol Ronaldinho). Nesse
programa ele tem seus principais vilões trabalhando como
técnicos de som e edição.
O
sucesso desse segmento foi tanto que o canal criou para Space
Ghost uma biografia que contava o que aconteceu entre o tempo
que ele perdeu seu programa de TV até ser finalmente contratado
como apresentador pelo Cartoon. Nessa história, o pobre
herói cai em desgraça e não consegue arranjar
um emprego decente no nosso mundo, ficando depressivo e enchendo
a cara de sorvete. Quando ele consegue seu novo emprego ele tem
que passar por um intenso treinamento para perder os quilos adicionais
e voltar à sua forma de sempre.